segunda-feira, dezembro 24, 2012

Pra sempre Natal

As mensagens de Natal , são sempre bonitas , a maioria das pessoas deseja a paz , felicidade , bondade ou qualquer outro sentimento nobres aos outros , parecem que todos vivem em completa harmonia com o próximo, que o mundo reluz essa sintonia do amor. Ah! Quem dera ,que fossem todos assim o ano todo , não somente no ultimo mês do ano , como este fosse o juízo final , onde também se perde o juízo com as compras.
Sugiro a todos um Natal a cada mês onde os melhores sentimentos surjam no coração de todos e a bondade, solidariedade e compaixão transborde e sejam feitos brindes de amor a cada boda comemorada não somente no dia 25 de dezembro e as comemorações sejam extensas e duradouras. Isso e muito mais é o que deseja o Nem Tudo é Mentira.





terça-feira, novembro 27, 2012

Você sabe com quem está falando?


                 

  No Brasil se tem o péssimo costume de se achar melhor que as outros. Antes eu achava que era só na classe dominante, mas já vi que não, basta o sujeito melhorar um pouco de vida e puder levar a família a um restaurante melhor do que aquela churrascaria a quilo , que costumava ir ao s domingos  para mudar sua postura.
                   Repare no trato desse cidadão com o garçom, muitas vezes é tão ruim quanto ao atendimento recebido , mas o “cliente” sempre cheio de razão não pode ser contrariado , mesmo expondo toda a sua grosseria e falta de educação , que para este esta inclusa no serviço.
                O mais engraçado disso tudo que estes, chamados antes da classe dominada criticavam os “pseudos aristocratas “ de serem destratados , isso quando eram realmente tratados por eles. E hoje repetem a mesma e feia cartilha do desprezo.
                   A elite brasileira em restaurantes ou locais de atendimento ao público finge que você não existe ou quando olha para você ultrapassa o seu corpo, em uma visão além do raio x. Há exceções, principalmente quando se quer conseguir uma mesa no melhor lugar do restaurante ,a vaga do carro na frente da boate, a suíte presidencial reservada. Nesse casos , você pode até tocar nas pontas de seus dedos misturados a notas de dinheiro e com muita sorte um breve tapinha nas costas de um suposto agradecimento.
                   A cultura colonial, perpetua-se no Brasil  mesmo com o dinheiro mudando de mãos . Você pode ouvir frases ultrapassadas e que no passado remoto trouxeram impacto, para os dominados como :
                         “ Você sabe, com  quem está falando ?”
                         “ Você sabe de quem eu sou filho?
Ora, gente como essa eu nem preciso saber mesmo quem é ? O que faz? E muito menos saber sua árvore genealógica?
O mais engraçado e que em  alguns lugares do mundo as classes se diferenciam por conhecimento ou por tentar não demonstrar sua nobreza e  riqueza. Aqui no Brasil a elite  é exatamente ao contrário , eles realmente não só querem aparecer como serem únicos, diferentes , exclusivos e há alguns que nem mesmo gostam de viver aqui, numa breve persistência do pensamento Casa Grande e Senzala doutrina que se prega há mais de 500 anos e que continua a ser repetida pelos novos integrantes.

NEM TUDO É MENTIRA

sexta-feira, novembro 16, 2012

Fora do ar


                 

                          Na semana passada sair para almoçar com um amigo que vejo muito pouco , ele mal me cumprimentou e tirou o celular do bolso e colocou em cima da mesa . Logo após pedimos a carta de vinhos e enquanto eu achei que nós dois líamos o menu , reparei que ele não tirava os olhos do seu telefone móvel. Quando perguntei se o vinho que escolhi estava bom. Ele respondeu sem ao menos saber qual a marca da bebida e concordou comigo e virou-se para o visor novamente. Não resisti e brinquei que o post/mensagem deveria ser importante, ele apenas riu sem graça e devolveu a mesa o celular que a esta altura estava nas suas mãos.
                   Tentamos conversar um pouco , mais o tempo todo a conversa era interrompida , por ruído das mensagens que ele recebia , não só de textos, mas também de redes sociais. Foi difícil concluir um assunto por inteiro  Parecia até reunião de mulher que falamos de tudo e todos ao mesmo tempo onde a  interrupção é por assunto mais importante ou mais animado, não  pelos toques incessantes do celular ou por que amigo resolveu antes de comer o prato postar e enviar para as redes sociais, quase um Big Brother.
                   Não sou  contra ao uso de aparelhos celulares e mesmo que tivesse hoje seria impossível viver sem ele , como também nada contra a estar conectada, coisa que fico bastante tempo também. Porém , não acho legal a rotina ser cadenciada por esse tipo de aparelho , visto que no caso do meu amigo e não sei se é o seu , ele ultrapassou os limites da razoabilidade no seu uso.
                   Se usarmos a boa e velha linguagem analógica, a quantidade de aparelhos “inteligentes” disponíveis e modernos que tem no mercado é normal que se aumente a probabilidade de que eles virem quase uma extensão do corpo e também fiquem conectados demais e até mesmo viciados, doença que os ingleses apelidaram de nomofobia ou no-mobile.
                   De repente, você não conheça esse termo , trata-se do pânico de ficar sem conexão, via qualquer aparelho de celular. No caso o “doente” ou nomofóbico tem dificuldade de conter os impulsos de fazer ligações, mandar torpedos e fica o tempo “ligado” no seu aparelho , checando o tempo todo se alguém enviou alguma coisa há casos graves até mesmo de ouvir ligações imaginárias. E aí caros amigos que verificamos o desequilíbrio entre a necessidade de uso e a ansiedade de estar no ar.
                   A nomofobia é considerada hoje é mais dos tantos transtornos que foram criados pela psicologia moderno que apelida qualquer tipo de comportamento de transtornos, no caso em questão pode-se dizer que é o controle dos impulsos , assim como a dependência de sexo ou de compras, com a existência de também crises de abstinência , cada vez que se fica longe do aparelho tem o sintomas de : irritação, sudorese, taquicardia , dor de cabeça entre outras.
                   Não sei meu caro leitor se é o seu caso, mas para isso resolvemos fazer um teste  em podem dizer se você está adquirindo uma relação neurótica com seu telefone , veja abaixo e marque a alternativa ou as alternativas compatíveis com você:

a)     – (  ) Seu celular fica ligado por 24 horas.
b)     – (   ) Usa o celular na hora da malhação.
c)      – (   ) Seus amigos reclamam que você não desgrudada do celular.
d)     -  (   ) Interrompe reuniões de trabalho para ler mensagens.
e)     -  (   ) Anda com celular sempre a mão e enlouquece quando o esquece.
f)       – (   ) Há mais de uma alternativa compatível.
g)     -  (   ) Outras opções compatíveis ( coloque nos comentários do blog)

Se você marcou uma ou várias alternativas , você corre um grande risco de ter sido acometido por essa moderna doença e só resta para você um tratamento. Não pense que vou dar o conselho para que você não use o celular, sei da inviabilidade da coisa. Porém tentar  relaxar seria uma boa opção, do tipo ir caminhar na beira da praia, sentar no banco da praça , olhar ao esmo, ler um livro e tomar um chope com os amigos, mas não vale depois disso tudo correr para o aparelho para tuitar ou contar o que está fazendo. Senão , caro amigo, só me resta dizer que você não está mais precisando de uma boa relaxada, mais sim de uma visita ao terapeuta , para acabar com seu vício brabo e ficar “fora do ar”.

NEM TUDO É MENTIRA

sexta-feira, novembro 09, 2012

Lugar Comum




                                                                       Lugar Comum- significado :                                 

1. fórmula, argumento ou idéia muito utilizada ou repisada.                              

2. banal , trivial  ou opinião pensamento e discurso sem criatividade.

3. Frase feita, clichê , chavão, estereotipo   
                       

 Não há  na vida quem não fuja dele o “ Lugar Comum” , até mesmo os gênios por lapso de memória , uma crise de criação ou até um vazio na alma ,algum dia caem no lugar comum , embora a falta de criatividade a banalidade é algo ímpar.
                             Mas e você cidadão comum, medíocre como eu , não vem me dizer que também não caiu nesse lugarzinho chato , nessa vida? Acho pouco provável que seu assento não esteja numerado, igual hoje fazem no cinema , principalmente os de shopping. Ah ! Que saudades da falta de número nas cadeiras e dos cinemas de rua. Eles também eram lugares comuns.
                            Se pensar bem, o lugar comum mora em todos os lugares , ele  aparece para substituir ou frear a reflexão ou o que se possa ter de alguma coisa (pura preguiça de pensar). Aparece sempre , como uma frase feita , ditos populares ou de sabedoria universal , obviamente indiscutível.
                            Ora, onde há fumaça há fogo! Se você é um mero “papagaio repetidor de frase , que não lhe forma atribuídas , do tipo pronta , repetidas por todos e que não contesta, cria ou transforma nada. Você está quente ou frio no “Lugar Comum”?  “Quente” – é a resposta certa.
                         E lá vai você em direção ao triângulo das bermudas ou ao  buraco negro. E não há para onde fugir , quando se está permeado de afirmações absolutas , incontestáveis , tão completas e sensatas. E qual o motivo de lutar contra isso? Já vi gente tentar, mas o bicho papão da absoluta certeza alcança e te leva de novo para o mesmo lugar.
Um exemplo fácil são o das pessoas “maduras” , embora não felizes com sua vidinha não as conseguem largar dela  quando alcançam seus marcos previsíveis do tipo :  estabilidade financeira, casa própria , carro e outros. Embora tenham uma mínima chance de modifica-las .E o pior criticam o lunático que preferiu ser feliz e não ter razão, largando seu lugar comum.
Saber reconhecer o lugar comum é a primeira tarefa de quem quer sair dele. Mas se você realmente deixar–se por ele , e isso é bem fácil quando o lugar comum é tão respaldado de argumentações e esta parecem ter trazidos reais conceitos. Tudo balela! Mas você pode deixar-se enredar por ela e ai caros leitores, esqueça e mergulhe nele de volta, como no início do texto ou nele todo ao seu, meu Lugar Comum. e como dizem os Titãs , não os da literatura, mas trintenário conjunto de rock nacional:
                                         " Eu não tô nem aí
                                            Eu não tô nem aqui." 

Nem Tudo é mentira

quarta-feira, outubro 31, 2012

Cidade de Lá




Acredito que nem o mais otimista e criador da “Cidade de Lá”, imaginaria que seu arquitetado local, considerada como uma das maiores obras urbanísticas já feitas e feita em tempo recorde viveria com falhas de som!Sim, a “Cidade de Lá” é como se fosse uma imensa concha acústica , só que ao invés de apresentar som stereo e digital  hoje  vive seus dias de vitrola antiga prestes a quebrar a qualquer momento!
Primeiro ela foi dominada por severos senhores que, por anos, seguraram a acústica do lugar , sem deixar que essa ampliasse pelo cerrado afora! Posteriormente, esse magnífico lugar acolheu por um golpe nada militar, mas de sorte:  o coronelismo e seu símbolo maior,  o bigode! O ritmo dos bigodudos se arrastou como forró , alegre e faceiro ,até os dias de hoje, não respeitando modismos.
 Digo isso por que , o bigode vivenciou um notório” Caça Marajá” que esteve por lá - por pouco tempo diga-se de passagem! Aliás foi o que ouvi das más línguas ou a língua de seu falecido irmão ,ex-mulher e outros que não curtiram o devido lugar. O tal “Caçador” teve carreira meteórica, subiu e desceu a maior rampa da cidade , pois quis impor um ritmo africano , com batuques , gritos e torturas de animais. Era tão  violento para o povo de “Lá” agüentar que o golpe final foi dado por traiçoeiro confisco na poupança de seus seguidores. Em resposta, degolaram o Caçador como um frango na casa de sua dinda!
Mas ele saiu de cabeça erguida e foi substituído por um outro também de topete , que voava  senão colocasse laquê nos cabelos! Este desconfiado topetudo ouviu conselhos da intelectualidade de respeito que por lá freqüentava e manteve-se firme na história de Lá! Iniciou grandes planos que deram certo e começou a encher de novo lugar , que viveu seus dias de ritmo “lounge”. Desconfiou que  poderia cansar o público  atraído pelos novos planos. Em seguida , balançou o topete igual ao desenho animado, mas como “Pica-Pau” sempre se dá bem no final, como ele, deu risadas quando entregou a faixa ao idealizador dos planos. Assim,  não abriu mão de seus sonhos e de seu gosto musical : preferiu desfilar em festas de modelos sem roupas intimas em outro lugar não na Cidade de Lá!
E depois de tantos anos a “inteligenzia”, que passou tanto tempo exilada, voltou para Lá. No começo tudo era festa, enfeitadas por tucanos que penduravam-se nos muros da cidade, e por hora tinham a melhor vista do lugar. Não sabiam que para manter-se em festas não se pode perder o equilíbrio  e que para o ritmo não car era preciso inovar. Apelidaram a festa de neoliberal e o intelectual achou que era néon e com isso acreditou que sabia dar festas. Não foi outro quem tirou o apoio dos “Fortes” da cidade e estes passaram a ter novos dirigentes, que não conseguiram modernizar os velhos Fortes, com a rapidez esperada. E quando, tudo estaria perdido os inteligentes donos da casa e quiseram educar seus filhos e parentes mais próximos, ajudando–os mensalmente e assim conseguiam  para ficar mais um tempinho por lá ! Melhor alvorada não há, mordomias a mil e diversas viagens, estas ultimas bastante cobiçadas pelos  bandeiras vermelhas e estreladas , que passaram a fazer festas fechadas, com nome na porta e tudo , diferente dos tucanos em suas posturas intocáveis , em muros não tão mais firmes.
 Os vermelhos liderados e animados por um sapo de carisma incontestável, embora de voz rouca e dicção falha , mas quem quer saber disso quando a música está boa e alta ? E se você finge ouvir o que outro fala, postura irritante para os mais desanimados ou aqueles que vão à festa do outro só observar ou só para falar mal, mesmo muitas vezes sendo penetra?
Sem contar com os próprios aliados ou organizadores da festa , que não gostavam de tumultos e sempre preferiram viver clandestinos ou na sombra de alguém mais simpático e conquistador, como o querido sapo. E sem saber como agradar a todos,  criaram uma mensal e gentil entrega de bolsas, que poderiam servir para tudo , inclusive para esconder o salgadinho da festa nela. A proliferação delas, as bolsas, foi tão grande que alcançou outras localidades além da cidade!
Ainda assim, precisaram de mais tempo no lugar e alguém realmente de pulso firme e sangue frio até para esconder a identidade da própria mulher que mantivesse a festa em ordem, sem precisar incomodar o dono dela!. O mestre de cerimônias dos estrelados copiou uma idéia que a principio surgiu com o antigo dono da festa e depois ampliou o que outro já tinha conseguido e novamente instalou no lugar um valor fixo, para todos aqueles que comparecessem no exato local e hora marcados para animar o lugar!
Alheio a tudo isso, não se sabe se cansado, o sapo de estrela maior com um brinquedo novo de alto luxo percorreu todo o planeta, ensejando além de Lá nova fórmula de manter sua festa de arromba! Enquanto ele comia do melhor, sua organização fazia das tripas coração para não deixar a gordura da pizza ensopar o guardanapo e o molho de tomate não respingar na barba do chefe!
Embora tentassem arranhar os discos do anfitrião, tentou-se apurar o culpado para a farra e encontraram uma soma de trinta e oito culpados! O número não chegou a incomodar o dono da casa e ele mandou que seus convidados se retirassem até que decidissem o que fazer sobre o assunto - o que não foi feito nem mesmo com sua saída da cidade! Cedendo lugar a eterna companheira de baladas e uma nova anfitriã, ele despediu-se com louvor e suas festas serão para todo o sempre inesquecíveis! A única coisa que parece que não teve por lá foram cachoeiras ou cascatas...
Hoje segue-se uma linha mais contida, sempre põem mais clássicos para tocar, fazem todos dançarem a um só ritmo, embora sem requebrado para amolar! Têm até conseguido fazer com que a festa na “Cidade de Lá” nunca acabe...


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terça-feira, outubro 23, 2012

Coisa de fé

Incrível saber que há 220 anos atrás se deu inicio ao que é considerado segundo Natal, para cidade de Belém, não aquela onde nasceu o menino Jesus, mas uma próxima a linha do Equador , o chamado Círio de Nazaré : uma procissão em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré , realizada todo segundo domingo de outubro.
            As festividades da cidade em torno de sua “mãe” , começam dias antes do acontecimento , onde o super aquecimento da cidade ultrapassa até mesmo as poucas  sombras  das mangueiras que a cercam e fazem túneis em suas ruas , aumentando ainda mais a elevada temperatura do lugar , que não conhece dias frios.
            Entre a multidão de fora do estado e interiorana que chega e aquece a cidade , a imagem da sua padroeira passeia por vários lugares sejam os presídios e uma procissão fluvial abençoando os rios que cercam a cidade até chegar ao porto , onde é escoltada até a sua “casa” pelas centenas de motoqueiros do lugar. 
            Descansada do passeio fluvial “Nazica”, reúne multidão quando resolve adormecer na casa do Bispo , não antes de ser homenageada pelos trabalhadores da zona portuária que comemoram seu passeio noturno com fogos de artifícios , como se fosse a virada do ano. Após breve pausa e agradecida pela homenagem , segue o cortejo em cima de seu trono , puxa da por uma corda de fiéis e agradecidos promesseiros.
            Recebida em grande estilo , pelo dono da casa em sua antiga catedral, “ Nazaré” prepara-se para poucas horas de sono, visto que no dia seguinte sua última saída matinal pelas ruas do lugar tem ser majestosa , como é digna da Rainha dos paraenses.
E assim revestida de um manto feito exclusivamente para o dia, bordado a mão e com detalhes em ouro e pedras preciosas, Vossa Santidade é colocada no seu altar para que retorne ao seu lar, onde não menos enfeitado está adornado em flores sua “carruagem”. Ela desfila pelo seu reino soberana e única, num trajeto de quase 4 quilômetros , até chegar em sua casa.
Sua simpatia e simplicidade de alguém que reina há mais de dois séculos é incontestável, não há regime ditatorial mais democrático do que a passagem de paz e amor que consegue tão carismática senhora que consegue reunir em um único dia 2 milhões de pessoas para lhe verem passar , sem distinção de raça, classe e também religião coisa de fé.

Nem tudo é mentira.

quarta-feira, setembro 26, 2012

Fotoego.com


                  
                       Há meses atrás uma crônica criticando o uso abusivo do ato de fotografar (câmera digital, Iphones, smartphone, etc...), antes restrito aos fotógrafos de celebridades ou paparazzi , hoje é considerada quase uma compulsão social.
                  Reitero a crítica, pois fiquei impressionada com tala to quando fui há algumas exposições e percebi o número de pessoas , que não conseguia admirar nem por uns instantes a obra de arte a sua frente e quem sabe tentar uma experiência mais intensa com a própria obra “in loco”, sem que tirassem do bolso ou bolsa o celular para tirar uma fotografia, as vezes até mesmo de uma outra fotografia.
                  Não sou conhecedora de artes plásticas e fotografia em geral, mas com a pouca cultura que tenho no ramo, gosto de  admirar , cultuar um bom quadro ou vários quadros , quando estes realmente me atraem , fico extasiada quando percebo que aquela pintura mimetiza uma fotografia de tão realista que se traduz.
                  Falo isso , por que realmente não entendo alguém que se coloca o tempo todo através de uma lente fotográfica ou telefônica o que hoje dá no mesmo e posem de fotógrafos profissionais plagiando a obra do outro. Para quem sabe serem admirados em suas redes sociais pelas obras de artes de terceiro expostas. Por que provavelmente deixou o que poderia ser uma experiência de cultuar o que estava na sua frente para cultuar a si mesmo ou na outra probabilidade menos provável é que a visão de si é tão grande que o sujeito não consiga guardar a imagem de um belo quadro por muito tempo.
                  Na verdade é igual ao fulano de tal que posta no facebook sua foto e depois ele mesmo curte é quase como cantar os versos da canção Sampa de Caetano Veloso , para por fim encerrar essa crônica :
É que Narciso acha feio o que não é espelho

Nem Tudo é mentira.
nemtudomentira1@gmail.com