terça-feira, outubro 26, 2010

Gaiola aberta



Não há pior descoberta do que saber que as algemas que nos seguram foram colocadas por nós mesmos. É duro reconhecer que a nossa prisão incorre ao lado da conformidade ou da satisfação  a  família, amigos, parceiro , filhos e a sociedade com seus preceitos e condições ,ao invés da devida atenção ao nosso próprio e único chamado.
Embora possa ser criticada pelo mais perseverantes , posso dizer que as pessoas na sua grande maioria escolhem o caminho mais fácil  para entrar e na maioria das vezes o mais difícil de sair , pela gaiola ou cerco criado por elas, através de fracassos , frustrações e decepções ocorridas durante o percurso, que talvez não fossem diferente , caso seguissem a trilha deles mesmos, embora menos doloroso e verdadeiro.
Inerente ao ser humano criar sua redoma , ou sua prisão  dominada pelo medo que paralisa em  descobrir ou brigar pelo novo ou pelo que realmente se quer . Inventam -se desculpas para adiar projetos , falta de tempo deixam ele passar e quando no mais culpam a  "injusta" vida , ainda que poucos assumam sua covardia e admitam que  a falta de zelo e atenção na em nossa própria vontade  e reais anseios , que são os reais motivos que não deixam caminhar e ultrapassar a porta da gaiola que sempre esteve e estará escancarada.

" Vivemos em gaiolas com as portas escancaradas" - Autor desconhecido.
.Dica de Livro :Tem Noturno para Lisboa - Pascal Mercier  muito a ver com tema falado para quem se interessa ou queira passar pela sua  porta.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Trave no olho

Há muitos anos ouvi essa frase da minha avó materna , aliás ouvia muitas frases dessa sábia mulher. Algumas demorei anos para decifrar e outras até hoje ainda tenho dúvidas sobre o seu real significado , mas posso dizer que uma das frases que me marcaram foi a seguinte :


“ Não importa quantas vezes caímos ; mas quantas vezes nos levantamos” ,

Não vamos deixar nunca d passar por problemas, fracassos e obstáculos na vida, o difícil é saber superá-los quando ocorrem, é inevitável que você caíra na vida , seja pobre , rico , famoso , anônimo , o tombo não perdoa ninguém. E a vida na verdade é uma corrida de obstáculos.

Ouço pessoas comparando o seu problema e adversidades na vida com o dos outros , afirmando com veemência que se tivessem o problema do fulano de tal não estariam sofrendo tanto quanto ele ou já teria saído dessa . É fácil falar , o difícil e estar dentro do problema do outro e conseguir gerenciar ele . Já pensou em trocar de vida e de problemas com o outro , garanto que você nunca mais vai sair dizendo por aí que resolveria a vida dos outros em cinco minutos e muito menos compararia com os seus .É como o slogan da cartomante que diz : “Trago a pessoa amada em três dias.” Você já se perguntou por quanto ela vai ficar? Isso se a pessoa vier. Além de saber quanto ela vai ficar. E se vai suportar sua presença.

O importante é como dizia minha avó é saber lidar com os contratempos e não charfudar na infelicidade , colocando o desânimo de lado ou melhor canalize esse desânimo em prol de superar os obstáculos ou a fim de superá-los.

Existe inclusive uma crença em que diz que superar o sofrimento e a dor por conta própria pode ser autogratificante. Os fortes caem como qualquer um, mas eles sempre se levantam. Não tente tirar o cisco do olho do outro enquanto você não tirar a trave no seu próprio olho.

NEM TUDO É MENTIRA.

sábado, setembro 25, 2010

Íntimos?

A facilidade com que os laços nas relações  se desmancham , logo nas primeiras adversidades,  ao invés de se transformarem em nós , me fez pensar que a busca desenfreada em satisfazer desejos imediatos , forçando uma intimidade que não existe , só por que tem os mesmos gostos musicais e culinários , gostam da família um do outro , satisfazem os instintos sexuais , entre outras coisas  não significa dizer que estamos tendo intimidade com o outro , estamos sim deixando o outro partilhar de sua vida privada ou seja da sua privacidade.
Como a intimidade não se externa e muito menos se divulga , pelo contrário e nela é que guardamos nossas dores autênticas e os nossos mistérios . E isso só é realmente compartilhado com quem realmente ouve , entende e aceita o outro , criando entre o casal um pacto sublime o da cumplicidade , pelo olhar de enxergar a alma do outro , ao invés de querer saber para onde ele está olhando .
               Na  maioria das relações de hoje isso não acontecem detonam-se frustrações entre as pessoas que partilham um teto , uma vida , para dizer que estão acompanhadas quando na verdade estão mais sozinhas do que nunca.
Não quero dizer que entrar na intimidade do outro vai dar fim a brigas , ciúmes e picuinhas de casal , mas com certeza na relação não existirá um breve laço , mas um nó forte e mais difícil de ser desamarrado e sem contar que habitar também o mundo do outro , nos faz sentir mais à vontade e com isso transbordar no encanto e no quem sabe pra sempre.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Carisma eu ?

Eu e um amigo assistíamos o horário eleitoral quando ele soltou a frase : " Que candidatos sem carisma." Não pude deixar de concordar com que ouvi , pois se paramos para analisar o tucano José Serra , que há anos no cenário político e não consegue angariar a simpatia do povo brasileiro , o que aliás essa característica : simpático , nunca esteve nem estará em suas virtudes.Aliás sua antipatia é quase um defeito.
 O mesmo podemos falar da candidata petista  : Dilma Roussef , apesar da transformação que os marqueteiros lhe fizeram , utilizando o que há de melhor no que diz respeito a medicina estética e um bom trato no guarda roupa , numa tentativa de suavizar a figura bruta  da ex guerrilheira e ministra e lhe dando um ar mais feminino, talvez no estilo : Dilminha Paz e Amor. A mesma ainda perde no quesito carisma , ainda que bem amparada pelo nosso carismático Presidente Lula , que esconde o " defeito" da sua candidata em sua barba , conseguindo que no próximo pleito a candidata vença as eleições e nós povo brasileiro veremos pela primeira vez na história desse país ou melhor nunca antes na história deste país, elegemos um presidente da república sem carisma. Mas como tudo na vida tem uma primeira vez , que vença o melhor .
Nem tudo é mentira

sábado, agosto 21, 2010

Pujante Copacabana

Moro num bairro que uma só crônica é pouco para descrever sobre ele e devo dizer que sobre este bairro já se falaram de tudo através de letras de canções, contos, crônicas , poemas , filmes e todos os tipo de homenagem que possam ter sido feitas a este intrigante lugar que é apelidado carinhosamente pelo compositor Braguinha de Princesinha do Mar : Copacabana .



Na verdade hoje ela não é mais a princesinha , que há muito foi palco de elegância , glamour até sofrer nos anos 60 com especulação imobiliária , refletida nos 150.000.00 habitantes do local , dentre eles a maior população idosa do país , misturado a diversas classes sociais e dosada ao submundo carioca (prostitutas, travestis, michês , traficantes) que também aqui residem, diversificando o local que também é um atrativo para estrangeiros de todos os lugares do mundo. Provavelmente deve estar dentro um dos bairros mais democráticos do mundo, tamanha diversidade.


Não pode-se negar que essa super população, traz uma multidão diária de transeuntes, carros e transportes públicos aglomeram e engarrafam as ruas do bairro, principalmente a Avenida Nossa Senhora de Copacabana. O que deve fazer muita gente pensar que de princesa o bairro não tem nada e mais parece sim com a bruxa má das histórias infantis.


Felizmente não é bem assim , quando se é compensado com um simples passeio pelo calçadão , ornado pelas pedras portuguesas com desenhos de onda da praia e depois lanchar na tradicional Confeitaria Colombo , localizada dentro do Forte de Copacabana ou Museu Nacional do exército e deliciar-se com a mais bela vista da cidade , com toda certeza.


Além do que o Bairro na sua diversificação oferece lugares bucólicos como a pracinha do Bairro Peixoto e parece um oásis da paz dentro do turbulento bairro , que tem perto as melhores e quem tem mais raros cds e dvds de música do Brasil, colado com uma das melhores sorveterias da cidade uma verdadeira gelateria como diria os italianos.


Outro lugar desconhecido e tão tranqüilo quanto é o parque da Chacrinha , um espaço incrível para uma boa caminhada junto ao verde com uma enorme área de Mata Atlântica, que restou no bairro , que dá para fazer um ecoturismo no tumultuado bairro , sem ouvir um só barulho de carro ou de pessoas.


Sem citar ainda as descoberta de lojas e lugares que vendem e consome tudo o que se possa imaginar , que faz o morador do bairro não precisar se deslocar para nenhum lugar da cidade para adquirir ou vender quaisquer coisa . Como a também a diversificação de bons lugares para comer , dentre eles um cativante e tradicional e para a cronista o melhor restaurante japonês da cidade , escondido como se fosse um dos inferninhos do bairro e localizado vamos dizer assim no ponto G , da “baixa Copacabana”. Próximo dali junta-se também não longe do meretrício ou melhor hoje na praça do “meretrício” Lido um delicioso árabe. Sem contar com os diversos e famosos botequins que constam não só na lista do famoso livro Rio Botequim , mas como no gosto popular e conhecidos por seus belisquetes e cerveja gelada , onde o garçom te serve sem nenhum tipo de distinção , tratando democraticamente a todos que lhe se encontram e misturam-se como o próprio bairro , considerado para a cronista um dos mais belos , cosmopolita e pujante da cidade, Copacabana.

sábado, agosto 14, 2010

O humor no mau humor







Confesso que tenho atração para algumas bizarrices humanas , uma delas são as pessoas ranzinzas e mau humoradas. Essas que a maiorias quer sair de perto , diferente de mim que me divirto com o ataques de cólera que tem essas criaturas , na sua maioria , por motivos fúteis.

Lembro minha época de colégio , onde uma colega de classe irritava-se até mesmo com a ponta do lápis quebrava no meio do teste de matemática e a coisa piorava quando ela não encontrava o apontador do lápis , que havia emprestado para alguém que não havia devolvido. E ela tentava desesperadamente achar alguém que usava apontador ,mas as únicas pessoas do seu restrito círculo de amigos usava lapiseira. Era “o começo do fim”, para que a garota tivesse um ataque de raiva e seu rosto avermelhasse e seu olhos ficassem vidrados e os resmungos antes inaudíveis, aumentassem de volume e todos ouvissem as frases bizarras pronunciadas pela menina , horrorizando a classe e para minha diversão, percebida por todos e principalmente pela colega emburrada e diferente do que possam pensar não tinha nada contra mim , pelo contrário em outros momentos eu era até mesmo era sua confidente. E mais, acredito que ela sabia que sua rabugice me divertia ou pelo menos ela tinha a intenção de divertir alguém.

Especialistas, terapeutas , médicos e até esmo leigos tentam explicar esse “fenômeno” do mau humor , uns dizem que é uma forma de defesa contra timidez , outros dizem que é uma leve depressão em que o mau humorado não consegue sentir prazer me nada e sempre acha que algo ruim vai acontecer com ele. Além de apelidarem o “ jeito mal humorado de ser” de distimia ou seja um transtorno crônico de humor depressivo, mais um dos casos de psiquiatrização da vida cotidiana , que já foi tema de crônica passada neste blog. O que na minha opinião de liga não passam de balelas, pois cada um nasce para o que é.

E mais , ninguém tira da minha cabeça que o mau humorado é um pândego e exibicionista , pois alguém que consegue de forma tão natural explanar seu descontentamento e sua raiva não pode querer passar em branco perante os outros , na minha visão elas querem mesmo é aparecer pois quando por motivos fúteis se encoleram , sempre tendo um espectador que pode estar assustado , horrorizado , incrédulo ou no meu caso um espectador divertindo-se com as frases ditas pelos comediantes do mau humor , vejam se não tenho razão com as últimas que ouvi por aí :

“Tou matando surdo a grito!”

“Dor de cabeça e dor de estômago. O domingo pode começar de novo.”

“Vc sabe como faz pra deletar varias partes do meu dia.”

“Já estou no terceiro dia de mau humor, hoje, superando qualquer expectativa, atingi níveis astronômicos. Tou o cão. Tudo que podia dar errado deu.

Se você analisar com carinho tenho certeza que vai concordar comigo e também achar humor no mau humor , não esqueça que qualquer um pode se zangar é como diz o filósofo Aristóteles : “Qualquer um pode zangar-se. Isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na medida certa, na hora certa, pelo motivo certo, e da maneira certa, não e fácil."

sexta-feira, julho 30, 2010

A PROCURA OU O ENCONTRO ?








Em algum momento nos perguntemos qual é a fase mais difícil se é a procura ou o encontro ? Questões muitas vezes difíceis, se o primeiro objetivo é o simples achar. E quando o encontramos, nos realizamos, sem pensar que mas o pior esteja por vir : o primeiro encontro , no caso aqui talvez seja o décimo ou centésimo. Desencontrado, encontro, onde ambos já se achavam encontrados com outros .

O achado se deu próximo ao Jardim Botânico, lugar mais bucólico , não havia. Aconteceu pelo furtivo atraso , provocado talvez pelo destino do parceiro dela. Curioso de conhecer a loira bonita , que simpática , dava gostosas gargalhadas, acompanhada de sua caipiroska de lima, que embora não percebesse insinuava-se sutilmente aquele estranho que ouvira falar e que cumprimentava na repartição, por simples educação. Atiçado pela curiosidade masculina de já conhecer as intimidades , reveladas pelo amigo indiscreto que em conversas de bar contava seus contava com orgulho suas conquistas amorosas e as colocava no peito com uma medalha de honra ao mérito.

Encantado brotou um sentimento estranho no seu peito, não sabia não entendia se paixão, tesão, amizade. Escolheu a última como forma de se aproximar. Ela disfarçava as atenções voltadas, tais gentilezas, cultivavam a sua vaidade. Sentia o chão de seu namoro ruir, já que este nunca foi realmente sólido. Sabendo que a paixão estava com seus dias contados e esse não era o relacionamento que procurava. Mas o que fazer se ela estava viciadas em paixões, podia-se dizer que nos últimos tempos tentava racionaliza-las, mas sempre cometia os mesmos erros , mas sempre na tentativa de conseguir sair do vício.

Já era tempo , dois casamentos , duas filhas maduras, namoros furtivos, mas era fácil a procura o difícil era o encontro.

Ele também desencontrado de um casamento após longo namoro juvenil, filhos adolescentes, investia em casos , fadados ao fracasso. Tentava compreender e encatava-se com as contradições dela. E não entendia realmente seus sentimentos. Pares tão diferentes, será que poderia dar certo. Por que, não ? Cansado de racionalizar sentimentos buscou através de pequenas coisas conquistá-la. Fazendo-se presente na ceia natalina e churrascos de amigos dela. Pensando em ser esperto fez amizades com os amigos dela aproximou-se dos parentes cativou , como se viu cativado.

Confusa com a calmaria , que seus sentimentos fluiam , aceitou ir ao cinema numa bela tarde de sábado, após um filme que ninguém se lembra o nome e depois resolveram beber algo no forte de Copacabana com todo seu cenário , que até hoje perpetua seu encontro.

Envolvidos com filhos dela , dele , que hoje faz parte dizer “os meus , os seus , os nossos.” O medo , conflito e breves indecisões demoraram a encorajar ao casal assumir , o que é realmente mais difícil do que a procura , o verdadeiro encontro. O encontro verdadeiro da amizade, cumplicidade, paixão e do amor.