sexta-feira, julho 13, 2012

Sorria você está no facebook

               


              Hoje em dia é impossível você ir em qualquer lugar e principalmente em evento social, seja até de batizado de cachorro que alguém não peça para tirar uma foto sua ou que você junte com outras pessoas para registrar aquele momento.
                 E muitas das vezes essas fotos "registradas" são vistas quando muito no visor da câmera ou do aparelho celular. Ou na maioria das vezes expostas nas redes sociais, como virou hábito de algumas pessoas que só faltam dizer para você quando você ainda nem mesmo conseguiu cumprimentar o dono da festa ou colocar a canga na areia da praia e o fotografo de plantão lhe pede um pose e só faltando lhe dizer : "Sorria você está no facebook" .
                A Fotografia já teve seu requinte , lembro até hoje que foi um marco eu ganhar minha primeira câmera , uma Kodak acho que uma das pioneiras em fabricar máquinas de fotografia que para a tristeza de quem teve ou tirou fotos com chapas ou rolo de filmes pediu falência.
               Lembro que tirar fotos na minha casa era só nos aniversários, festas de fim de ano e claro nas viagens, procurando sempre guardar o filme para os pontos turísticos mais importantes do lugar que a família visitava. E ansiedade de pegar as fotos reveladas e vê , escolher no negativo quais as melhores para ficar ou para ir para o porta retrato da sala. 
              Hoje as fotografias são rapidamente apagadas , da máquina , quando alguém piscou , ficou vesgo ou olhou para o lado , mesmo que você não as vejas mais ou as reveja por cinco minutos nas redes sociais. Sem aquela preocupação de gastar uma fotografia. Hoje quando arrumei as caixas de fotografia de momentos devidamente registrados me deu saudades da economia que fazia com o rolo de filmes. 
               O que me fez pensar sobre para que tanto as pessoas tiram fotos ? Para registrar o que , mesmo? Para que ? Para quem ? Alguém sabe me responder? 
Eu realmente não sei mas posso dizer o que há pouco li por ai : "Sorri e ofereci minha melhor cara de idiota."

Nem Tudo é mentira.


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quarta-feira, julho 04, 2012

Simplesmente Gil



foto : Noemy Titan
Pode parecer loucura , mas  todas as vezes que ouço o Gilberto Gil lembro do Sítio do Picapau Amarelo , com a música de abertura tocada pelo cantor povoou toda a minha infância, junto com a obra do outro genial da literatura Monteiro Lobato e seus personagens fantásticos , que me faziam sentir morando naquele lugar , sendo neta da D. Benta e prima de Narizinho, Pedrinho e o melhor ter como amigos a boneca Emília e o Visconde Sabugosa.
         A contribuição das peripécias do sítio me fizeram prestar atenção e me encantar com um dos mestres da nossa MPB , conhecer as músicas de Gil foi mais que um presente , foi como diz os versos de sua canção com João Donato : “ a paz invadiu o meu coração”.Acho que também foi por culpa do Gil , que abri a porta para ouvir os outros integrantes da Tropicália como Caetano, Gal , Bethânia e Tom Zé.
         Ainda festejando os 70 anos de idade desse mestre que foi na semana passada,  posso então dizer que o sítio foi tal como um Gil que passou em minha vida, parafraseando outro bamba da música brasileira Paulinho da Viola , alias outro que também faz aniversário de setenta anos esse ano , junto com Caetano e Milton.
         O que faz crer que em 1942, os céus deveriam estar realizando um grande e talvez maior festival da canção nacional quando deixou descer a terra os quatros grandes mestres , uma verdadeira ode a música. Ou simplesmente quiseram falar a nós pobres mortais _” quem canta seus males espanta”. Se é isso então , vamos lá :
                            “ Marmelada de banana, bananada de goiaba.
                            Goiabada de marmelo
                            Sítio do Picapau Amarelo, Sítio do Picapau Amarelo...”
Nem tudo é mentira.




quinta-feira, junho 21, 2012

Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito

                                                                               Foto : Nem tudo é mentira.

  Embora a Rio + 20 seja para discutir temas sérios não só de ecologia , mas também da erradicação da pobreza, saúde e até mesmo direitos reprodutivos da mulher, o que vi por aí foi algo bem diferente. Passeatas sem rumo certo, confusas , sem realmente dizer a que veio, com seus manifestantes dispersos em bares do centro da cidade , tomando um chope gelado na esquina, esperando diluir a aglomeração , pelo menos foi isso que ouvi de uma das pessoas que faziam o piquete , na lanchonete em que eu tomava meu singelo cafezinho.
                                   O festejo dos funcionários públicos pelo ponto facultativo obtido pelo governo estadual e municipal , pois abem que a cidade mesmo que maravilhosa não tem infra estrutura para eventos desse porte e para isso o que resta é decretar um feriado de pasmem , três dias. Imaginem como será a Copa do Mundo e Olimpíadas , férias coletivas para todos?
                                   Outros que brindaram a tudo isso foram as crianças e adolescentes que vibravam o fato de não terem aula e eram os mais vistos nos eventos culturais da cidade , mas ao que parece sem consciência ecológica nenhuma , pois jogavam papéis de biscoito pela calçada da cidade e estavam mais preocupados em “zoar” do que querer entender tudo isso ou pelo menos o significado da exposição Humanidades 2012, experiência única , ponto alto de todo evento e mais um tremendo acerto da coreógrafa Bia Lessa , mais um!
                                   Ilusão minha que achava que palestras importantíssimas estariam cheias de público ou disputadas em senha , acho que a única vez que distribuíram senha foi no show do Caetano. Nem precisei me inscrever antecipadamente, que já fui recebida pelas recepcionistas do local , ávidas em me dar pulseira e quase puxar a cadeira fixa do auditória para que eu me sentasse e fizesse o palestrante olhar um pouco mais feliz para o novo espectador que chegava.
                                   No mais a mudança pífia que fizeram os chefes de estado no rascunho do documento final da  Rio+20 , que não poderiam incluir reformas para financiar o desenvolvimento sustentável , embora os mesmos países aceitem dar 456 bilhoes de para salvar bancos da zona euro e recusem-se a reunir apenas  30 bilhões para salvar o nosso planeta .Não era uma dessas questões a serem discutidas no chinfrim evento? Onde o índio queria realmente apito. Ou Por que aqui índio é branco, diferente da marchinha carnavalesca:
                                                  "  Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito,
                                                     Se não der pau vai comer!"
Nem tudo é mentira. (nemtudoementira1@gmail.com)

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quinta-feira, junho 07, 2012

Seja o Pinóquio.

          
                Um amigo me perguntou o motivo de o logotipo do meu blog ser o Pinóquio , eu respondi que acho genial a história  do carpinteiro Gepeto que sonhava em ter um filho e cria um boneco de madeira , que cada vez que mentia seu nariz crescia e que tinha um desejo de ser um menino de verdade.    
              As aventuras de  Pinóquio, o título original do livro de Carlos Collodi , foi um livro realmente marcante na minha vida foi um dos primeiros livros que li após aprender a ler nos meus cinco anos de idade. E como nessa época não tinha vídeo cassete li e reli essa história por inúmeras vezes, como quem rebobina a fita, não porém pedia para minha mãe ler o livro de novo para mim.
                   Não eram faltas de oferta de livros , meus pais nessa aspecto eram generosos e não mediam esforços para compra de livros ou qualquer coisa que acrescentasse na nossa cultura , minha e do meu irmão.
                   Cheguei até mesmo acreditar que meu nariz pudesse crescer, caso mentisse. Acho que foi  a primeira grande farsa em que cai na vida . Como uma história poderia ser verdadeira se ela mesma era mentirosa? É certo que se deve ensinar as crianças a não mentir, mas contando uma mentira. É honesto?Ou o nariz cresce quando se mente?   Se fosse assim Brasília hoje se chamaria Narigália.
E os personagens coadjuvantes como o : Grilo Falante . Um bichinho magrelo , elegante e engraçado se metendo nas maiores encrencas para ajudar o boneco teimoso, servindo assim de seu conselheiro. Na tenra imaginação infantil , seria difícil traduzir , que o verde inseto ,nada mais , era do que a nossa própria consciência. Algo que embora exista dentro de todos , nem sempre é ouvido.
                   Sem contar, o Gepetto que sonhou algum dia ter um filho e por algo oculto na história que não foi explicado : Estéril? Gay? Impotente? A última hipótese é talvez a mais provável devido a avançada idade que ele fabricou o Pinóquio.
O fato é que o bondoso carpinteiro sofria dos males do mundo atual a malfadada solidão e a vontade de ter uma família , seu desejo foi tão latente que tornou-se realidade, embora antes tivesse que ser engolido até mesmo por uma Baleia . Hoje o dito “ mosntro marinho” na visão do Pinóquio , pode ser traduzido na burocracia ou na burrocracia que impede ou não facilita a adoção de crianças, como se estas não precisassem urgentemente de um lar doce lar.
                   Nessa tradução nada infantil , temos também o desejo do próprio Pinóquio em se tornar um menino de verdade , quem sabe aprender com os erros cometidos e tornar-se uma pessoa melhor. E como em todo o final feliz  seu desejo foi atendido pela “boa fada madrinha”.
                   E como todo bom enredo , tem que ter uma moral da história , faça crescer o menino/menina dentro de você , pois diferente do Pinóquio , nas aventuras da sua própria vida, já que nela nem sempre aparece fadas madrinhas.


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quarta-feira, maio 23, 2012

TV Copacabana



       Quase todos os dias, corro no fim de tarde na orla de Copacabana  e me choquei quando vi jogada no meio do calçadão, uma televisão antiga,aliás bem antiga ,  acho eu  uma das primeiras coloridas. 
         Curiosa olhei para os lados  , procurando o dono do aparelho ali largado e nada , via apenas os transeuntes desvairem o caminho , a fim de não esbarrar no enorme objeto , outros como eu paravam também a observavam com curiosidade.
           Como não vi ninguém , reiniciei meu exercício até a praia do leme , curtindo a mais bonita orla da cidade e seu diversificado público , que mora ou frequenta o bairro, na  volta  para casa reparei que a televisão continuava lá. Mas sem saber direito o que fazer segui caminho.  
                Na manhã seguinte  acordei pensando sem parar na cena do dia anterior e fui novamente ao calçadão e vi que o aparelho continuava lá no mesmo "bat" local , sem ao menos ter sido afastado ou colocado junto a lixeira mais próximo. 
                     Um dos barraqueiros de praia , lendo meus pensamentos , se aproximou de mim e disse:
                        _ Isso é assim mesmo, dona. Daqui a pouco o lixo passa e recolhe." 
                     Perguntei quantos dias demoraria para recolher , o homem me respondeu , que no máximo de dois dias, respondi ironicamente:
                     _  Simples assim.
                  O sujeito ficou me olhando sem anda entender o meu devaneio , vendo que estava tomando tempo dele . E ele embora tendo pausados eu serviço para satisfazer minha curiosidade  estava é entretido em carregar  bebida e gelo e colocar no isopor da sua barraca na praia , do que ficar de prosa com a blogueira curiosa. 
                  Me despedi do sujeito e fui embora, não sei se chateada pela falta de consciência de quem largou o aparelho de televisão defeituoso no meu da rua , pelos motivos que sejam ou sei se nostálgica com o que vi ou com que não assisti nas lentes daquela televisão e que viram da antiga Copacabana o que eu não vivi, na sua belle époque.




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segunda-feira, maio 14, 2012

Suicídio Virtual




Suicídio – significado : “ Dar morte a  si mesmo; matar-se. Figurado : Causar a sua própria ruína.

Suicido virtual –significado : dar morte a si mesmo em toda a e qualquer rede social que faça parte ou seja o internauta.

         Não sou fã de nenhuma dessas práticas, a primeira por que adoro a vida e por mais problemas ou dificuldades que tenham sou daquele tipo clichê : A vida é bela, sim senhor e  a morte para mim é um mistério.
         Até pouco tempo, não entendia o que era o suicídio virtual e quando soube o que era , prestei atenção no que algumas pessoas nas redes sociais falavam sobre o assunto e ameaçavam o tempo cometer esta tão radical medida. Os motivos eram os seguintes , veja o  seu e marque a alternativa correta :

a) - Não quero ninguém mais sabendo da minha vida. 
b) - Quero ser novamente surpreendido.
c) - Desejo ter um encontro casual
d) - Sinto saudades do contato visual, carnal e da surpresa
e) Todas as alternativas acima estão corretas
f) Nenhuma das alternativas acima ( se tiver opções escreva nos comentários)

            Ainda com as alternativas acima, continuo achando o suicídio virtual um radicalismo,vou tentar dar soluções para ele. Vejamos a primeira hipótese por exemplo: Se você não quer que ninguém saiba da sua vida , não poste mais nada, nem mesmo bom dia , podem haver interpretações do seu estado de humor e ai já viu.
         No que se refere a surpresa , pare de fuçar o post alheio e se não quiser saber de nada bloqueie, exclua, não siga a pessoa , a qual você quer ser surpreendido. Conseqüentemente teremos a resposta da alternativa seguinte e quem sabe se o universo conspirar a favor vocês que freqüentam os mesmos lugares e tem vários conhecidos em comum possam assim se encontrar. Fica a sugestão.
         A saudade do contato visual , carnal também fica a seu critério, que se não passasse tanto tempo vagando pela tela do computador e colocasse um poucos mais a cara na rua, poderia ter muitos mais do que isso.
         Agora , se as soluções acima não foram satisfatórias para você e você ainda continua preso, inclusive lendo esta crônica, na super teia do homem-aranha e continua achando que sua vida virtual não vai ter jeito : Mate-se.
         Inclusive  para os candidatos a suicidas existe hoje a maquina de Suicídio (Web 2.0 Suicide Machine), um programa que ajuda os internautas a desconectarem de uma única vez só de todas as redes sociais que este participa como :    como Facebook, MySpace, Twitter e LinkedIn. Só procurar na rede , por que a tal “ máquina” tornou-se bastante popular e que já tem até fila de espera com a seguinte propaganda : “Morra no mundo virtual para aproveitar melhor a vida real”.  
O inventor da máquina ou senhor morte alerta para que todos pensem bem antes de praticar : “ A ressurreição é impossível”. Parece que nem mesmo Jesus Cristo conseguiria e  também receberia um cyber memorial : “RIP, 2.0. We'll miss you” ("Descansa em Paz, 2.0. Sentiremos a tua falta").

NEM TUDO É MENTIRA


terça-feira, maio 08, 2012

Posição fetal




 Tenho uma amiga que mora longe do trabalho ou o trabalho dela é muito longe, que só consegue saber das notícias lendo o jornal no ônibus , pois em casa a atenção a filha e ao marido tornam isso missão impossível.
Posso dizer que a minha amiga é uma exceção nos transportes públicos , já que a maioria que resolve passar seu tempo checando ou enviando mensagens no celular, com a mão curvada , como se fosse numa posição fetal e os dedos em movimento e as caretas compenetradas, por sabe se lá o que estão lendo ou digitando.
O velho livro ou o jornal eram os acompanhantes preferidos para passar o tempo dentro do ônibus ou no metrô, a quantidade de pessoas que eu antigamente via entrertidas nos seus livros era bastante grande e hoje chego a contar nos dedos quem está com um livro de literatura. E quando acho que encontrei algum sujeito lendo algo , muitas vezes me engano e vejo que algum estudante ou universitário com certeza estudando na véspera da prova ou no dia sei lá. Velhos tempos , em que tinha como diversão além da minha própria leitura descobrir o que os outros estavam lendo , cheguei muitas vezes sentar ao lado da pessoa  e perguntar se o livro era bom (cara de pau), alguns simpáticos desenvolviam uma conversa outros resmungavam um sim ou não e voltavam a leitura e eu a minha insignificância e ao meu próprio livro ou jornal.

Embora sempre carregue meu livro na bolsa , agora mesmo parei de ler o meu Philip Roth, meu autor da vez ,para completar esse post e colocar minhas mãos na posição fetal do momento e digitar sem parar o fim da crônica, que escrevi toda dentro de um mega engarrafamento do meu telefone, pela primeira vez 

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