terça-feira, novembro 01, 2005

Maldito cafézinho

Sentado à beira do computador, lembrei que nunca mais escrevi nada , nem tudo é mentira e lembrei que tem realmente dias que você não de ve nem sair de casa ,nem mesmo para comer no restaurante a quilo da esquina da sua casa, primeiros passos você pisa no cocô do cachorro e fica horas tentando limpar o sapato no canteiro logo frente e ainda fica sentindo aquele cheiro nojentopor mais algum tempo, pensando na hora de lavar o calçado no tanque assim que chegar em casa. O restaurante a quilo está lotado e você vai no lado, onde a comida nem é tão boa , mas você está com fome , então tudo bem. Escolhe uma mesa isolada do restaurante , pois não está a fim de muita conversa ,mas aquele sujeito que fingia olhar para a bandeja do self service, mas tava olhando para sua bunda, senta-se ao seu lado e tenta puxar papo de qualquer maneira, fazendo comentários sobre o tempo, o quanto está cheio no lugar e por fim perguntar teu nome e você responde acenando com a cabeça, resmunga seu nome baixo e engole (literalmente) a comida ao mesmo tempo. Despede-se rapidamente do sujeito chato e sai rapidamente do restaurante com uma vontade louca de tomar um cafézinho.

Na hora de pagar a conta , o visa eletro está fora do ar e você não tem pouco dinheiro na carteira e fica meia hora tentando passar a senha até que desiste e passa um mísero cheque de dez ou doze reais, sabendo que pagará tarifa por ser cheque inferior ao valor tabelado pelo banco. Saí do lugar não tão satisfeita, como entrei, mas com uma vontade louca de tomar café. Foi quando entrei numa dessas cafeterias transadas, sentei na mesa pedi um expresso e quando já relaxada , tomei um gole do café , passa na calçada um ex-namorado, maias aquele ex-namorado que eu terminei por alguma infatilidade , no maior amor com uma garota . E ele que sempre fez festa quando me via , me deu um aceno educado, me deixando louca de vontade de voltar e toamr o cafézinho com o chato do restaurante a quilo. Nem tudo é mentira, maldito cafézinho.


Um comentário:

  1. Ale Pimenteldezembro 24, 2005

    Adorei essa crônica. Muito boa, muito inspirada.
    bom, vamos para a próxima.
    Beijos.

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