sábado, fevereiro 03, 2007

não tira

Esticou os braços e encontrou o travesseiro vazio, ao lado do corpo. Rolou de um lado para o outro na cama vazia , espreguiçou-se até tomar coragem de levantar. Fazia um silêncio na casa. . O marido saiu cedo para o trabalho. A empregada telefonou na véspera avisando que viria. Estava sozinha. Fazia tempo que isso não acontecia

Espreguiçou-se novamente . Procurou os chinelos , sempre ordenados do lado direito da cama. Levantou. Caminhou primeiro ao banheiro , depois da higiene matinal, andou pela casa. Olhou cada compartimento certificando-se , se não havia ninguém.

Não havia um único ruído. Nem barulho de carros se ouvia. Morava do décimo nono andar de um prédio de classe média na Zona Oeste da cidade. O silêncio era tanto , que tornou-se assustador, parecia que estava só no mundo. As vezes tinha esses pensamentos estranhos.

Resolveu abrir a janela da sala. O brisa do vento levantou seus cabelos. Olhou para o céu , examinando as nuvens. Primeiro viu um homem sentado, depois um cachorro correndo. Adorava brincar disso desde criança. Ficava horas sentada na janela olhando o céu. Achava que um dia poderia ver os anjos desenhando no céu. Nunca conseguiu.

Ficou frustrada quando descobriu que as nuvens não eram de algodão. E que não eram os anjos que faziam seus desenhos. Por um bom tempo relutou contra essa idéia. Mas a aulas de ciências lhe provaram o contrário.

O dia estava parcialmente coberto por nuvens, a temperatura elevada, com probabilidade de pancadas de chuvas durante o fim da tarde. Repetiu para si mesma ,como se fosse um locutor de televisão anunciando o tempo. Riu dela mesma.

Voltou a sala, olhou o maço de cigarro, jogado na mesa de canto. Dirigiu-se até ao maço. Tirou um cigarro de dentro. Pegou o isqueiro ao lado. Colocou o cigarro no canto da boca. Sentou no sofá ao lado e ficou algum tempo com o cigarro apagado na boca. Pensou o quanto é bom dar o primeiro trago do dia. Uma sensação indescrítivel, da fumaça tragada entrando no seu corpo e parecendo refrescar a mente. Depois soltá-la , como se tivesse soltando com ela seus problemas.

O cigarro continuava, pendurado apagado, no canto da boca , enquanto ela estava absorta em seus pensamentos. O telefone deu um toque e parou. Ela despertou do quase transe que se encontrava. Olhou para o telefone , nem mais um sinal. Passou a mão na barriga de quase cinco meses de gravidez e amassou o cigarro com toda força no cinzeiro, como tivesse fumado até o filtro.

Fumava desde os quinze anos. Nunca pensou em largar o vício. Mas nos últimos meses , tudo estava diferente, até as coisas mais banais, como uma velhinha atravessando a rua, a emocionava. O homem da esquina vendendo pamonha , que antes tanto a irritava, com seu berro , hoje era divertido. Tudo tinha um outro significado.

As pequenas coisas da casa que nunca a tinham incomodado , ora lhe cansavam , ora lhe davam náuseas , ora ela amava aqueles simples detalhes . Como a moldura do quadro quebrada, lembrava da caliente noite de amor que tivera com o marido , iniciada no hall do apartamento , onde estava pendurado o quadro atropelado pelo arroubo sexual do casal. A infiltração no teto da cozinha , que tanto lhe irritava , parecia um artefato decorativo e fazia parte daquele lar.

O seu rosto , mudara as rugas de expressão estavam mais acentuadas na testa, no contorno da boca e dos olhos. Seu corpo antes liso, sem celulite, estrias , hoje abrigava esses seres indesajáveis como costumava apelidar os males da vaidade feminina.

O seu corpo que antes era só seu, não era mais seu ou não era só seu ? Podia ficar horas ou até mesmo o dia inteiro pensando sobre diversas coisas. De repente, olhou para o relógio e lembrou que estava na hora de sair.

Entrou no chuveiro e deixou a água fria cair , no seu corpo . Sentia o seu frescor invadindo seus poros. Imaginou-se um peixe, que passa a vida inteira molhado. Ia começar um novo devaneio, mas viu que não tinha tempo.

Procurou alguma roupa confortável. Achou um vestido , que nem lembrava que tinha , fazia tanto tempo que não usava. Lembrou os tempos da faculdade de jornalismo, quando saia com as amigas , sem preocupação pelo pátio da faculdade, cheia de livros e porra nenhuma na cabeça, para tomar um chope no bar da esquina.

Pegou o primeiro táxi e entrou. O motorista perguntou o endereço e logo após ela responder tentou iniciar uma conversa, com ela sobre uma amenidade qualquer, como o clima, o trânsito. Ela fingiu não ouvir, sempre fazia isso quando não queria conversar. O taxista percebeu e continuou o caminho calado. Só ouvia o som de uma antiga canção da Elis Regina, que tocava no toca-fitas do carro. Foi assim até chegar ao local desejado por ela.

Entrou numa sala grande e clara com várias outras mulheres sentadas. Dirigiu-se a recepcionista do lugar, que lhe pediu que aguardasse a vez. Esperou meia hora até ser atendida, tentou ler algumas revistas espalhadas na mesa do centro , folheava-as com uma rapidez, que era óbvio que não estava lendo nada. Trocou-as diversas vezes. Até que alguém no microfone chamou pelo seu nome : Vera Castro.

Entrou numa saleta e retirou a roupa. Vestiu a bata branca aberta na frente e deitou-se na cama . Esperou ansiosa pela entrada de um homem de meia idade e simpático, que sorriu para ela, quando entrou. Ele sentou-se ao seu lado , lhe apertou as mãos e perguntou se ela estava bem. Ela respondeu ofegante que sim. Ele sacudiu a cabeça assertivamente. Pegou um tubo plástico , desses tipo de colocar mostrada e passou um gel gelado em sua barriga. Olhou atento para o aparelho de ultrassanografia, igual a uma televisão em preto e branco.

O coração dela acelerou. Ele disse para que ficasse calma, que estava tudo bem. Depois perguntou se ela gostaria de saber o sexo.

Ela quase respondeu, que era só para isso que estava ali. Ele sorriu. Sentiu-se uma idiota na frente daquele homem, com seu sorriso prepotente. Não podia demonstrar a sua irritação. Ele pediu que ela senta-se e se aproxima-se da tela. Moveu-se diante do aparelho e viu pela primeira vez o que seria o saco escrotal do bebê. As lágrimas correram os olhos , depois uma intensa gargalhada. Era o seu primeiro filho. O homem entendeu tudo. E pediu que ela deitasse novamente. Ele encostou por minutos o estetoscópio em sua barriga. Depois colocou no ouvido dela o aparelho para que ela ouvisse o coração do filho. Os dois sorriram. Ele explicou detalhes sobre o exame, peso, comprimento , baques do coração. Por uns instantes os dois eram íntimos. Principalmente, quando ele lhe disse em tom de brincadeira para que ela tomasse conta do peruzinho que tinha dentro dela.

Ela saiu do exame satisfeita. Caminhou por várias quadras. Olhava para tudo ao seu redor. Pensou um ligar para o marido, mas achou melhor fazer uma surpresa para o jantar. Viu dois meninos , brincando na calçada. Alisou várias e várias vezes sua barriga e imaginou o seu filho.

Parou na frente de uma vitrine de loja. Viu seu reflexo. Não se achava mais um sapo gordo, como vinha se imaginando nos últimos dias. Falou consigo mesma, diversas vezes. “ Serei mãe.” Achou bonita sua imagem refletida. Lembrou que agora tinha um peruzinho dentro dela.

A frase soava sucessivamente dentro da sua cabeça. “Tenho um peruzinho dentro de mim.” Olhou para os homens que passavam com desprezo. Perguntava-se , que nada era diferente deles , por que tinha também um pau dentro dela. Riu sozinha e continuou a caminhar até chegar em casa.

O marido a esperava ansioso. A abraçou várias vezes , quando ela disse que era menino. Vibrante ligou para toda família e gritava eufórico ao telefone que era procriador de um macho. Era sempre assim que terminava as ligações.

“Sou procriador de um macho.”

Beijou e acariciou a barriga da mulher e antes de repetir novamente a agora predileta frase , ela disse :

“ Mas quem tem o pau está dentro de mim, sou eu”

A barriga foi crescendo e a cada mês ela ia a clínica fazer a ultrassonografia. Pedia sempre para o médico mostrar o saco escrotal do feto . Admirava a si mesma e pensava :

“O pau dentro de mim também cresce.”

Saia da consulta radiante. Sentia-se completa, também tinha pau, o dia inteiro, todos os minutos e segundos de seus dias. Sentia crescer dentro dela aquele pau. E ele seria sempre dela.

Um dia , tirou a roupa e olhou-se nua na frente do espelho. Olhou seu corpo disforme pela barriga já grande. Tateou a barriga, tentou descobrir aonde estava o seu pau. Olhou para cima e viu seus seios grandes. Por meses havia esquecido que também era mulher. Quase enlouqueceu. Chorou por uma tarde inteira. O marido chegou do trabalho e a achou com lágrimas nos olhos e perguntou, se tinha acontecido alguma coisa.

Ela caiu em prantos. O marido atônito, não sabia o que fazer. Pegou o telefone, ia ligar para o hospital. Ela não respondia. Ele não iria entender. Foi assim até o final da gravidez. Ninguém entendia o motivo de sua tristeza. O marido achava que era a ansiedade do parto ou coisa parecida. A mãe dela preocupava-se com uma depressão pós parto não seria bom para criança.

O dia chegou. Ela dizia não querer ir ao hospital. Recusava-se entrar no carro. O marido chamou a ambulância. Ninguém a compreendia. Até que na sala de parto gritou para o médico :

“ Não tira , não tira.”

A sala de cirurgia parou para ouvir os gritos dela , que continuou :

“ Não tira o pau de dentro de mim.”

combinações de horrores

raiva, rancor, rabugice,
relação, relento, remorso
risada, rivalidade, rispidez
roubo, romper, romance
ruína, rudez e ruptura

Combinação de palavras
imaginação de sentimentos
variação de humores
espetáculo de horrores

sensações , calores , odores
desejos ardentes
paixões calientes
estações variadas

taquicardias
mãos suadas
secas secreções
obssesiva compulsão

veias opulantes
rompantes e estouros
rumores espalhados
faces molhadas

folhas ao vento
roupas jogadas
solitário relento
noites gélidas

combinaçãoes de horrores

terça-feira, novembro 14, 2006

mente crepitante

Antônio vestia uma roupa preta para sair com Mônica, também vestida nesta cor , que o convidara para uma festa muito especial para comemorar o primeiro ano de casamento.
Chegaram a uma casa velha que parecia casa de bruxas coincidentemente a 31 de outubro, o dia em que casaram, onde não havia ninguém , somente velas , uma lareira crepitante, com decoração de caveiras e abóboras iluminadas por velas acesas, que lembravam os trens fantasmas da infância.
Assim fizeram amor no ritual conhecido : beijos, chupadas, fricção, penetração, gozo, orgasmo, no chão úmido. As janelas velhas batendo com a ventania anunciando um prenúncio de uma tempestade, que deixaria a cidade alagada e o trânsito um caos maior. Nas paredes nunca pintadas, escorria uma água negra, que parecia cocô, Terminaram extasiados de tanto prazer, não apagado pelo desejo do corpo de Mônica de querer uma coisa mais vibrante.
Buscava tempero e loucura na relação sexual, que já estava parecendo a ele tão diferente transar naquele lugar esdrúxulo, para quem estava acostumado a fazer amor em lençóis de seda de móteis ou hotéis cinco estrelas, ou apenas no seu leito matrimonial, tão harmonioso, como o seu casamento. Mas ela queria que ele batesse, puxasse os cabelos, xingasse com palavrões. A principio, aquela idéia lhe pareceu estranha, e então negava redargüindo que não podia fazer isto, até que ela deu um tapa no seu rosto e cravou a unha em suas costas e Antonio sentiu o sangue misturar-se com o suor e escorrer , para que ele não resistisse e batesse a primeira vez repetindo as demais com mais força deixando Mônica louca de prazer, e seu pênis já murcho com a trepada anterior ressuscitava de novo com muito mais vigor, um vigor nunca anteriormente conhecido.
Extasiados, pararam, descansaram e adormeceram. Mônica parecia levitar pelas lembranças do relacionamento de seus pais onde eram comuns as brigas , palavrões, e as cenas de violência. Apesar de esparsas, detonaram na memória daquela garotinha de cinco anos que assistia a tudo escondida debaixo da mesa de jantar, chorando baixinho. E aquele sonho pareceu transportar-se a Antonio como se fosse telepatia. Ele, ainda sonâmbulo, pulou para cima dela como se fosse uma pantera, atracou no pescoço da esposa e estrangulou-a .

segunda-feira, outubro 09, 2006

Carimbo de gente

Carimbo de gente
é a língua , a língua
língua ferina .
ferina língua

Carimbo de gente
Carimbo de gente

Gente que não olha para frente
gente que não sofre de amor
gente que não se molha na chuva
gente que tem medo de gente

Carimbo de gente
Carimbo de gente

Gente que oculta a saudade
gente que não sente vontade
gente que não sonha acordado
gente que não vira a cabeça
gente que não sente

Carimbo de gente
Carimbo de gente

Gente que machuca a gente
gente que não vê , não ouve e não toca
gente que fala, que não gosta de gente

Carimbo de gente
Carimbo de gente
é a língua, a língua
língua ferina
lingua que chicoteia na gente
gente , gente
é carimbo de gente







segunda-feira, agosto 21, 2006

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz..."

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz..."
Sempre que ouço essa célebre frase na música do saudoso Gonzaguinha , nunca deixo de associar a palavra vergonha ao sentido do medo , em vez de não ter a vergonha de ser feliz , não ter medo de ser feliz, não tão poético como a música, mas talvez mas real.
Pelo medo que nos paralisa, em todos os apectos da vida seja o medo da relação que sempre queremos , mas também muitas vezes fugimos. Principalmente quando achamos alguém que tem tudo haver com a gente, mas naquele momento estamos terminando a faculdade e um novo mundo se abre, novas pessoas, novos caminhos. E você deixa para trás aquele que pode ser a " pessoa ideal", para ir em busca de novas paixões , novos amores.
O mesmo acontece quando você está namorando e sua relação está morna e você se interessa por outro e este parece se interessar por você, mas uma trava te segura no chão. A insegurança não te deixa largar o namoro morno para se aventurar naquele que pode ser o grande romance.
Quebrar vínculos que consideramos " estáveis" na vida são difíceis é quase como uma troca de um emprego de carteira assinada estável pelo trabalho do seus sonhos que te realiza , mas não te dá a segurança do salário fixo e mensal. E por mais que você não esteja feliz , você prefere ter um na mão do que dois voando.
Algusn tem medo até nas simples mudança do dia a dia, do tipo trocar o cafézinho pelo chá da tarde. Trocar o futebol de todo a quarta noite por uma sinuca com outra galera.deoxar de ir á praia no sábadão de sol para fazer uma trilha com direito a banho de cachoeira. Você deve tá pensando , mas eu faço isso de vez em quando ou isso não é medo , são hábitos. Será?
O medo atrapalha as mudanças que nos fazem evoluir , que não fazem a vida ficar parada estática que nos colocam em eterna metamorfose.
Liberte-se , exercite-se deixe e ajude elas acontecerem , observem como o uinverso também conspira favorável ao mais pequeno movimento que se faça para mudar e nunca , mas nunca ter a vergonha de ser feliz, pois como diz outea estrófe da música " ... é bonita e é bonita..."
nem tudo é mentira

Não!

É difícil, para você dizer não ? Aposto que você respodeu que não. Mas se eu te perguntar novamente , com certeza você vai refletir e me responder : "... é acho que sim."
Pense bem, no momento em que seu filho pede alguma coisa em que você não pode dar ou é arriscado ele fazer. ou simplesmente você não quer deixá-lo fazer. São coisas simples como pedir para dormir na casa de um "amiguinho" da escola em que você viu uma vez e que também mora longe e no dia seguinte é domingo único dia que você tem realmente livre para ficar com ele. E você não querendo se fazer de protetora , não deixando transparecer sua insegurança e muitas vezes o seu ciúme diz: Não!
Há também , a hora do não nas relações de amor. Onde acabou para você , mas para o outro não. E como é dificil dizer não para esse relacionamento, para essa pessoa que ainda tem o mesmo sentimento de antes por você. Como deixar de magoá-lo ou magoá-la? Se furtando de seus sentimentos , fugindo de sua verdadeira vontade, antes de dizer não. Ou quem sabe nunca dizer o não.
Não!Não!Não! Uma das primeiras palavras que entendemos , quando desde criança somos proibidos pelo papai e pal mamãe de fazer algumas coisas que arriscam a integridade a nossa integridade física , não sei se a moral , isso seria para uma outra crônica.
Pode ser o não do algo proibido , do possível do impossível ou apenas não saber dizer não, pelo menos o primeiro não.
O não verdadeiro, o não sem desculpas , sem rodeios , sem deslizes, sem mentiras. O não, inevitável , não. Não!

quinta-feira, agosto 17, 2006

Se eu comprasse um circo ...

" Se eu comprasse um circo anão crescia...".
Essa foi uma frase impágavel , que ouvi de uma querida e também espirtuosa amiga. Tudo depois dela se envolver em um terrivel acidente automobilístico que a deixou de perna quebrada e sem poder pisar no chão durante quarenta dias.
Feliz com o término da quarentena , ela volta ao trabalho e recebe de muletas o "bilhete azul" de seu chefe, que deixou claro que sendo ela uma funcionária qualificada, era também dispendiosa e que sua antiga assitente, aquela que ela treinou durante meses e que dorme com o chefe , era menos qualificada e mais barata.
Mas a má fase não acabou , pois o seu relacionamento que não andava e se arrastou pela quarentena , não sabe se por solidão dela e compaixão dele também ruiu.
Você deve pensar:
"Coitada! "
" Mas que barra pesada!
" Essa tá comendo o pão que o diabo amassou"
Coisas desse tipo sempre são ditas pelas pessoas que não tem o que falar, nem o que contar porque os seus problemas são pequenos diante da tempestade que sepassou na vida da minha amiga.
Embora abatida por um curto período , refletiu sobre os últimos acontecimentos, administrou sentimentos de revolta, do tipo : Isso só acontece comigo?". Não sentindo-se injustiçada pelo mundo e que nenhuma vigança dos Deuses pairou sobre ela. Reagiu!
E sabe porque reagiu por que fatalidades na vida acontecem e sempre aconteceram, pois a vida não é estática . E nada adianta ficar reclamando ou lamentando , pois só nos resta é arregaçar as mangas e lutar novamente por novas conquistas.
E não esqueça quer toda vez que tiver numa fase ruim, brinque, faça gozação da sua própria desgraça ou quem saiba repita como a minha amiga : " Se eu tivesse um circo até anão crescia."